Startup Nation, o Futuro dos Mercados

Startup Nation, o Futuro dos Mercados 1
No futuro, empresas tradicionais ainda vão existir, manufaturas, industrias, varejos, e com certeza as produções artesanais, estas vão ser como relógios suíços, artigos tão raros que vão ser considerados de luxo. Mas o mercado vai ser dominado pela inovação constante, as startups vieram com tudo quebrando paradigmas do mercado contradizendo muitos dos axiomas de Zurique inclusive. Os investidores anjos perceberam a oportunidade do momento, com um pequeno investimento, risório comparado com seus patrimônios, startups – negócios inovadores – Os crescimentos das empresa nos primeiros anos são de centenas de vezes o tamanho inicial.
 
Israel, é hoje, o país conhecido no mercado como Start-up Nation, a nação das startups ou a nação empreendedora. Um país de civilização judaica, um povo famoso historicamente por feitos mitológicos e contribuições famosas para o mundo em diversas áreas. Desde a medicina com o Sefer Refuot, o grande livro da medicina judaica até Ludwig von Mises, o grande economista teórico da praxeologia, que revolucionou o liberalismo econômico com a abordagem da perspectiva da ação humana e os problemas do calculo econômico.
 
Uma das economias mais fortes do oriente médio, com uma população de apenas 9 milhões de pessoas, desde a criação do estado de Israel em 1948 na terra prometida, Jerusalém, um vasto deserto fronteiriço com nações inimigas árabes que guerreiam constantemente pela posição geográfica. Israel tem um PIB per capta de 42 mi dólares, desemprego de apenas 3,2%, um crescimento médio do PIB de 4% ao ano. Sua economia se concentra 16% em industria de tecnologia e 82 % em serviços. O país investe cerca de 9,2% do PIB em educação, formam 140 engenheiros a cada 10 mil habitantes, para terem uma ideia, os EUA tem 90 engenheiros para cada 10 mil habitantes.
 
Então, como um país que saiu do menos que o nada em menos de meio século atingiu patamares de primeiro mundo tão rapidamente?
 
A ausência de recursos naturais fez com que a população se adaptasse as condições adversas, quando nada pode ser produzido, o trabalho intelectual é o único recurso disponível. A população é empreendedora culturalmente, o governo ainda colabora desde 1991 com um programa de incentivo para start-ups onde eles financiam 50% do investimento necessário para a empresa realizar seus projetos, sem participação no capital social, o governo apenas participa em troca de reaver o investimento com juros. A maioria das start-ups investidas falham, mas ainda assim, os investimentos tem um impacto na economia de 300% a 500% de retorno para cada dólar investido. O país se especializou em desenvolvimento de tecnologia de ponta, há mais de 300 multinacionais no país incluindo gigantes como a Microsoft, IBM, Apple, Cisco, HP e Intel.
 
Enquanto o mercado em países do velho mundo e da América latina ainda enfrentam crises politicas, divisões internas partidárias, modelos econômicos mainstream ultrapassados tentando regular mercados com burocracias, regulamentações e fiscalizações, países como Israel são precursores do novo mercado pós era digital. O mundo não é mais digital, ele é integrado entre o físico e o virtual, as pessoas estão se integrando e se adaptando ao modo de vida com a tecnologia em seu dia-a-dia e não mais apenas em desktops e plataformas imóveis. O futuro pertence ao Internet of Things (IOT – a internet das coisas). As inovações são o capital que diferenciam as empresas que prosperam das que apenas sobrevivem com modelos antigos de negócios que aguardam jazidas. Se a história nos ensinou algo sobre business é a não sermos a próxima Kodak.

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