Risco Externo 2019

Risco Externo 2019 1

Como se já não bastasse termos a previdência, os gastos públicos extrapolando o teto com uma arrecadação tributária engessando a economia, ainda há este outro problema, o cenário externo.

Em economias consolidadas como os EUA, as projeções são feitas para prever e se adaptar ao mercado futuro. Lá nas economias desenvolvidas se troca pneu step antes do furo ser feito no pneu que está rodando, enquanto isso, nós do terceiro mundo rodamos com o pneu furado, step careca e dizemos que a culpa é do governo.

Os EUA prevê que terá que subir juros ainda este ano de 2,00% para 2,25%, comparado com nossa Selic que está em 6,50% parece pouco, mas não. Só o mercado financeiro dos EUA negocia em duas semanas um volume financeiro que a nossa Bolsa de Valores negocia em um ano.

Subir o juros é uma politica econômica para o governo fazer ajuste fiscal. No caso dos EUA eles querem conter a inflação que está muito elevada, 2,52% atualmente sendo que a meta era de 2,00%. No caso dos norte-americanos, a inflação está em alta por causa do excesso de demanda, economia aqueceu demais. Ao subirem o juros, o custo do dinheiro aumenta o que desestimula o consumo e arrefece a perda do poder de compra(inflação).

O impacto que a elevação do juros causa no mundo é gigante, os fundos de investimento, os governos, os investidores do mundo todo correm para comprar títulos do tesouro americano que são os investimentos considerados os mais seguros do mundo, rating AAA. Isso causa uma maciça fuga de capitais de países subdesenvolvidos.

Em resposta a evasão de divisas, os governos do mundo inteiro tem que subir os juros de suas próprias economias para evitar a fuga de divisas. Subir juros sempre tem um impacto nas economias, no caso do Brasil:

*Aumento do custo do dinheiro, 
*Aumento do spread bancário,
*Redução de inflação por demanda 
*Aumento da inflação de custos,
*Redução da lucratividade,
*Aumento da divida publica,

…Entre outros diversos impactos que precisam ser considerados quando se projetam politicas econômicas. Quando se mexe de um lado, precisa compensar se mexendo no outro lado para equilibrar as coisas. Paulo Guedes vai precisar ajustar o jogo com esse novo cenário, ainda mais com a queda gigantesca do PIB da China, a maior parceira comercial do Brasil.

Em miúdos, a economia para 2019 vai estar complicada mesmo para Europa, para os emergentes o jogo em 2019 vai ser no Muito Difícil. O efeito cascata vai afetar principalmente os países menores como Costa Rica, Equador, Argentina que tem menos poder de fogo contra fuga de dólares, com a balança cambial aumentando o custo do dólar, importações vão encarecer e afetar diretamente o PIB desses países.

Ainda poderemos crescer em 2019, mas com esse cenário externo, fica ainda mais difícil de empresas se desenvolverem. Como o dinheiro jorra do topo da cadeia alimentar da economia até a base, o que vier da terra do Tio Sam vai ter que ser dividido em moléculas.

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