Big Data

Big Data é o conjunto de dados de diferentes compilações armazenados. Os dados pode ser fotos, textos, sons, vídeos e todas as demais formas de informações possíveis de serem armazenadas. O Big Data tem 5 diretrizes básicas para organizar os dados; velocidade, valor, volume, veracidade e variedade. As informações são distribuídas para ficarem alinhadas em categorias para serem quantificadas, qualificadas e classificadas. Analistas de Big Data analisam gigas ou até terabytes de informações acumuladas.

Ok, agora você já tem uma noção do que é Big Data, é um monte de informações acumuladas.

Agora, que informações são essas?

Suas, de todas as pessoas que você conhece, de todos os produtos que você consome, de todos os lugares que você frequenta, dos horários, do clima, das cores, de tudo que for possível de ser obtido.

Para que eles coletam esses dados sobre as pessoas?

As empresas como Google, Facebook, montadoras de carros, industrias diversas coletam esse dados e buscam identificar padrões de comportamento de consumo e de necessidades de cada nicho para poder adaptar os produtos e serviços para cada tipo de publico. Baseado nos dados obtidos sobre seu perfil, as empresas conseguem criar e adaptar produtos e serviços mais satisfatórios, atrativos, eficientes, específicos para cada nicho.

Os seres humanos tendem a agir individualmente mas igualmente quando expostas a certos estímulos, como beber quando tem sede, o que muda é o liquido que será ingerido. Algumas pessoas vão preferir aguá, outras refrigerantes, chás, cervejas e por aí vai. Agora considerando a altura, peso, idade, cultura, temperatura, entre outras características, o mercado consegue identificar por exemplo que uma pessoa com 75 Kg, 1,70 de altura, 24 anos, carioca, classe média, renda de R$1.500 reais que mora sozinho, veste calça jeans, camisetas sem estampas de cores mais claras, estudante de engenharia, que frequenta bares de 3 em 3 semanas, que assiste Discovery Channel, NetGeo, que segue no Youtube o Augustu Cury, joga futebol 1 vez por mês na quadra do clube que a família é sócia vai querer beber em um sábado de tarde uma cerveja Heineken de 250 mls ao invés de 350 mls se a temperatura estiver entre 24º e 28º e se caso a temperatura estiver acima dos 29º graus e ele não tiver saído na sexta feira, ele vai preferir tomar uma cerveja artesanal de 600 mls com os amigos que ele vai convidar para o bar caso tenha acessado o Facebook as 18h e tenha visto o anuncio da empresa de cerveja que foi patrocinado e aparecerá para ele em publicidade embutindo no seu subconsciente a sugestão de consumo quando ele tiver sede e ele associar a vontade de beber com o prazer que a marca promete proporcionar.

O Exemplo parece exagerado, mas essas informações de milhões de pessoas revelam padrões de comportamento para determinados estímulos que são padronizados. Se você não gosta de iPhone, não tem problema, o mercado sabe que você existe e criou diversas outras marcas e modelos para diversos nichos de pessoas. Os produtos não surgem e as pessoas os compram, os produtos surgem porque as pessoas precisam deles e não sabiam. Não é à toa que existe sorvete de graviola no Brasil, apesar de ser uma fruta tipica do Peru, os dados sobre os consumidores de sorvete identificou um nicho de pessoas que gostam de sabores exóticos e cruzando os dados sobre o sabor da graviola, foi possível identificar que ela se assemelha a outros tipos de fruta que são consumidas em determinadas regiões do mundo e puderam então produzir o sorvete para os consumidores que nem sabiam que a fruta existia, mas que eles sabiam que gostariam do produto.

Imagine todos os dias milhões ou bilhões de informações sendo extraídas de pessoas do mundo inteiro para o mercado produzir produtos e tecnologias para satisfazer as necessidades dos seres humanos. Dados sendo cruzados em diversas equações de cálculos quantitativos para produzir informações que revelam o comportamento humano. Desde sua carreira, até o que você sente, as suas necessidades são infinitas e os recursos são limitados, alocar esses recursos disponíveis para produzir os melhores resultados com o menor consumo possível é a missão das ciências econômicas.

Isso vocês não vão aprender na faculdade: Empresas gigantes da tecnologia copilam dados dos clientes em bancos de dados através de todo seu histórico de acessos na internet, cada site, palavra digitada, e-mail enviado, produto comprado entre outras atividades geram logs de acesso na rede trassando seu perfil de usuário. Esses dados valem bilhões, as empresas se matam por essas informações para poderem competir no mercado e produzirem produtos melhores para obterem mais lucros. Governos são eleitos a partir da análise de dados assim onde os políticos e partidos alinham politicas, candidatos, propostas, e discursos de acordo com o perfil dos eleitores.

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Seeing shadows. Image: Saul Gravy/Ikon Images via Getty Images

Na próxima vez que você quiser discutir sobre politica, antropologia, sociologia, economia, entre outros assuntos, lembre-se: Todas essas informações são você, estão em você, apesar de ser um individuo único, você é um ser humano como qualquer outro, suas peculiaridades lhe tornam especial, mas você ainda se comporta igualmente aos outros sobre determinados estímulos. O mercado vai tentar lhe satisfazer e lhe induzir ao consumo, mas é você quem decide o que quer, quando quer e como quer. Saber disso é uma poderosa ferramenta de trabalho que você pode se beneficiar, mas não esqueça, você é mais do que números em um algoritmo.

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